segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Trilha da Cachoeira


Qual é a melhor maneira de aproveitar um fim de semana após organizar seis provas de Trekking de Regularidade? Fazendo uma nova trilha passaporte do Projeto Trilhas de São Paulo.

Partimos em direção à Doçaria Padoveze que oferece café da manhã cobrado por pessoa. Como tinha lido que não havia venda de bebida no parque, compramos um estoque de água e seguimos nosso caminho.

Seguimos bem até o km 84 da rodovia Fernão Dias, quando o trânsito simplesmente parou. Estava muito calor e conseguimos alcançar a primeira saída da rodovia de 20 minutos depois. Felizmente a saída do km 79 era justamente a que nos levaria até a entrada do Núcleo Engordador do Parque Estadual da Cantareira. Este núcleo recebeu este nome, pois existia uma fazenda de engordava de gado no século XVII.

Quando chegamos, um dos funcionários nos disse que o estacionamento do parque estava lotado e pediu para que parássemos do lado de fora, junto com muitos outros carros que também estavam lá. Enquanto nos preparávamos passando de protetor solar (extremamente necessário pelo sol que estava) o funcionário recebeu informação do Mike que um carro estava saindo do estacionamento e ele nos avisou sobre a vaga.

A entrada do parque custa R$ 5,00 por pessoa, mais R$ 5,00 por veículo. Após estacionarmos, seguimos para o Centro de Visitantes e, depois para o início da Trilha da Cachoeira.


A trilha se inicia passando ao lado da Casa da Bomba, do playground e de uma área para picnik. Nesta área haviam muitas famílias aproveitam do o sol o lanche que trouxeram.


Nesta área também existe um pequeno canal com água que desce da represa. Além disso, existem algumas duchas para as crianças se refrescarem.

Depois disso, seguimos a trilha por uma pequena subida que leva até alguns quiosques e para o caminho principal da trilha. A trilha é de terra batida e bem tranquila por uma boa parte do percurso.

Embora o percurso não seja muito longo, o calor estava muito forte, mas a copa das árvores garantia uma boa sombra.

A primeira cachoeira que encontramos é a Cachoeira do Tombo, descendo um pouco pelo lado direito da trilha.  


Seguindo pela trilha, encontramos a segunda cachoeira praticamente na metade do caminho. A Cachoeira do Engordador é formada por uma queda que chega ao Riacho Engordador, entretanto, há uma tubulação de água que desce paralelo a trilha que deixa a paisagem meio estranha...


Ao lado da tubulação, existe uma passarela sobre o Riacho Engordador. A passarela leva até o trecho mais íngreme da trilha, onde existem alguns degraus ao lado da tubulação que passa pela Cachoeira do Engordador.


Após a subida encontramos um pequeno reservatório e neste ponto, a trilha começa a retornar para a entrada.


De volta à sombra das árvores encontramos uma grandiosa figueira.



Ao lado, encontramos outro braço do rio mais baixo formando um pequeno cânion pela erosão. Passamos por ele utilizando uma pequena passarela.


Finalmente chegamos na terceira cachoeira, que me pareceu a mais interessante das três. Procurei a placa no local (e na internet), mas não descobri o nome dela. O principal diferencial em relação as outras duas é o volume das águas que desce das pedras, embora o acesso ao lago seja mais difícil.



Quando estávamos quase chegando ao ponto onde o laço termina, vimos uma pequena cobra marrom cruzando a trilha, mas logo segui morro abaixo.
Por fim, retornamos até o início da trilha onde pudemos ver a represa por cima de uma barragem.



O passeio terminou na Casa da Bomba, construída em 1894 e que possuía equipamentos para fazer o bombeamento da água para a Av. Paulista. Em 1949, houve uma explosão na caldeira que interrompeu o funcionamento do sistema. 


Como a trilha faz parte do Projeto Trilhas de São Paulo, recebemos mais um carimbo no passaporte.
Visualizar Trilha da Cachoeira em um mapa maior


Para repor as energias, fomos conhecer o Frangó. O almoço foi um galeto com polenta e farofa. É claro que o principal destaque da casa não poderia deixar de ser pedido: a coxinha.


Participaram:
  Timberland: Roberto e Luciana.



Parque Estadual da Cantareira - Núcleo Engordador
  • Endereço: Av. Cel. Sezefredo Fagundes, 19100 - São Paulo
  • Nível de dificuldade: Médio
  • Extensão: 3 km
  • Perfil altitudinal: 844 m - 895 m
  • Percurso: 1h e 30 min
  • Piso da trilha: terra e cascalho.
  • Características ambientais: floresta atlântica de planalto.
  • Atrativos da trilha: viveiro, represa, diversas quedas d'água. Cachoeira do Engordador, antigo posto de captação da Sabesp, Riacho engordador.




Referência
SÃO PAULO (ESTADO). SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO. Passaporte para as trilhas de São Paulo. Fundação para Conservação e a Produção Florestal. organizadores Anna Carolina Fonseca Lobo de Oliveira, et al. São Paulo: SMA, 2008. 104 p. 1 mapa.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Trekking de Regularidade 2011


Desde 2009, o Trekking de Regularidade tornou-se uma das atividades do Projeto Primeira Semana, aplicado na semana de recepção aos calouros. Esta terceira edição foi marcada pela inclusão dos calouros de Administração, Cursos Superiores de Tecnologia e Design do Produto à caminhada que antes somente era realizada pelos alunos da Engenharia.


O preparo do material
Como já sabíamos dos anos anteriores, de Primeira Semana, o projeto só tem o nome. Nosso trabalho começa bem antes... Em janeiro comecei a arrumar algumas coisas que apontamos em 2010, mas os dados sobre a quantidade de grupos e alunos só nos foram anunciados pelo Hector na "Semana Zero". E, de fato, esses dados foram significativamente diferentes dos anos anteriores, pois, além da participação dos demais cursos, os alunos repetentes poderiam optar por não fazer a atividade, reaproveitando a nota do ano anterior. Graças ao trabalho que tive em janeiro, a planilha me permitiu imprimir a quantidade correta de material, que não é pouco.


A primeira atividade visivelmente concreta aos olhos leigos foi realizada com auxílio do "Seu" Ademir e do Maurício, do setor gráfico, que quero desde já agradecer, pois a atividade possui os mais diversos tipos de materiais, alguns tendo um "terceiro grampo" feito à mão e outros sendo cortados em duas ou três partes.


Com o material que seria entregue aos alunos prontos, fui cuidar dos arquivos que seriam utilizados pelos professores, que precisavam ser atualizados em função da quantidade e distribuição de equipes que largariam em paralelo em cada um dos dias.



O treinamento dos professores

Neste ano decidimos por apenas apresentar as diferenças aos professores que iriam aplicar a atividade, pois todos eles já tinham familiaridade por ter aplicado nos últimos anos.


Como faz parte da tradição, convém sempre lembrar os problemas que ocorrem quando a equipe não confia no trabalho dos demais, ou quando o relógio não marca os segundos....


Os professores que estiveram à frente da condução da atividade foram Alexandre (que nos ajudou mesmo não tendo sido convocado), Denise, Eduardo, Gilberto, Guilherme, Gustavo, Igor, Luciane, Marim, Octávio, Ricardo, Rodrigo, Sueli e Thiago. Como curinga, tínhamos o Jorge que também entrou em algumas salas para ajudar o pessoal que estava sozinho.


O desenrolar da atividade


Tivemos alguns ineditismos em 2011:
  • foi o primeiro ano que todas as equipes do diurno saíram do molho, ou seja, conseguiram largar, pois não estava chovendo;
  • também foi a primeira vez que todas as equipes conseguiram largar;
  • e a primeira vez que tivemos que parar uma das provas no meio, por causa da chuva. 


Sabemos que o primeiro dia é, naturalmente, mais complicado, pois os alunos estão mais perdidos, a lista de presença deve ser gerada em tempo de execução e o timming (ou melhor, a regularidade) dos professores ainda não está afiado, por esses (e outros) motivos, a quarta-feira (16.03.11) de manhã nos rendeu algumas boas risadas e, principalmente, fotos.

Como diria o GPS: "Recalculando"
  





Neste dia choveu a tarde toda... Choveu? Não. O céu caiu, despencou e se esborrachou sobre o ABC, gerando algumas dúvidas nos calouros do noturno se, não apenas o Trekking, mas todas as atividades da noite seriam canceladas (culpa do Comandante Hamilton que fica mostrando tudo alagado).



Essa noite realmente foi diferente de todas as outras: tempo simplesmente limpou e até o sol apareceu (e como disse, já era noite). A atividade iniciou normalmente e passamos um tempo avaliando se poderíamos autorizar a largada, uma vez que o chão estava um pouco molhado e escorregadio em alguns trechos (literalmente).


Já eram 20h30 e a largada da primeira equipe seria em 10 minutos, tudo parecia tranquilo. As equipes largaram e fomos para nossos postos tradicionais. Minha ronda segue a última equipe azul, que vai em direção ao Bloco A. Chegando lá, começou a garoar.


A chuva apertou. Alguns câmbios na canaleta p. Então foi decidido que os alunos deveriam retornar para suas respectivas salas. Daniela ainda me perguntou se alguém estava reclamando da chuva e eu respondi que estavam reclamando que queriam continuar. Algumas equipes continuaram, mesmo com o aviso, mas logo passariam por outros de nós que estávamos insistindo para que retornassem.


Tivemos que fazer o fechamento da atividade utilizando o plano B: a apresentação do Campus pelas fotos em um PPT.


Não vou dizer que fechamos a faculdade, pois o Mike teve que abrir o portão para podermos sair, mas não antes do Jorge e eu fazermos uma pequena ronda na área externa para ver o estrago e, para nossa surpresa, a tormenta não descolou nenhum PC.




Os demais dias foram bem mais tranquilos em termos de surpresas. É claro que toda a correria de cópia de arquivos, o ritual do TÛK-TÛK NO XLS DO PPT, recolhimento das atividades entregues e preparo dos kits nas pranchetas foi a constante da semana, mas isso já era esperado, principalmente o jantar de sorvete, que é a nossa tradição.





Além disso, contamos sempre com o apoio do pessoal do CEAF que ficam em dois pontos que o pessoal se perde muito. O Waldomiro ficou entre a livraria e o CA e a Jane próximo ao bloco R, onde existem algumas trilhas meio escondidas.




Por fim, pelo menos eu achava que seria, aproveitei o sábado de manhã, antes da aula da Pós, para retirar as últimas placas de PCs e PIs que não havíamos retirado na sexta à noite.



A premiação

Desde 2010, decidimos que os integrantes das equipes que ficassem em primeiro lugar em cada grupo receberiam um prêmio. Pensamos em brindes simples, de canetas a bússolas. Conversando com o Waldomiro, tivemos a ideia de encomendar medalhas.


O Marcelo fez alguns testes e a versão final não poderia deixar de ser diferente... tem como imagem de fundo o eslaide mestre das apresentações em PowerPoint que utilizamos nas aulas.



A seguir, algumas fotos das premiações (o mais interessante é que quem faz pose são os professores).















A contabilidade


No geral, a edição de 2011 do Trekking de Regularidade surpreendeu. Participaram 633 alunos do diurno (162 equipes) e 408 do noturno (102 equipes). Ou seja, esses 1041 alunos formaram 264 equipes, que largaram em 6 momntos diferentes (3 no diurno e 3 no noturno), sendo que uma delas teve que ser abortada por causa da chuva.

Além desses números, destaca-se uma dor que ganhei na quinta-feira, após toda a correria do preparo e as rondas durante a prova. O polegar do meu pé direito permaneceu adormecido por dois meses após o evento... e, às vezes, ainda dá sinal de inexistência....

Foi corrido? Foi. Foi cansativo? Muito!!! Na minha opinião é a semana mais cansativa do ano todo. Mas foi divertido, vale a pena todo o trabalho de organização de uma prova desse tamanho, além de interagir com o pessoal totalmente perdido e, em alguns casos, ver uma equipe correndo em disparada, sem rumo, ou passando por pontos onde não existe rota (e ainda discutem que querem passar pelo caminho).

Aguardando o Trekking de Regularidade 2012 (e a semana oficial de jantar sorvete).


A equipe Johnnie´s Walkers, que participa da organização deste projeto, também fez o seu relato.