terça-feira, 2 de novembro de 2010

Trilha da Nascente do Riacho do Ipiranga

Mesmo sem lama, existem várias trilhas que podemos fazer em meio a Natureza e esta, bem no centro da mancha cinza do mapa, faz parte do Projeto Trilhas de São Paulo.

A Lu e eu acordamos um pouco mais tarde, aproveitando para descansar no feriado, e decidimos tomar café da manhã na Padaria Palácio do Pão.

Na padaria sugeri um passeio no Parque do Ibirapuera. Como estávamos na primavera, ela sugeriu o Jardim Botânico de São Paulo, uma vez que nosso último passeio lá foi no final do outono, escondendo as principais atrações do local.

O dia estava aberto, ou seja, perfeito para uma imensidão de carros na Miguel Estéfano tentarem chegar ao Jardim Zoológico. Assim, decidimos ir pela Imigrantes ao invés de seguir pelo Taboão.

O Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, conhecido como Parque do Estado, abriga o Instituto de Botânica (que, por sua vez mantém o Jardim Botânico), a Fundação Parque Zoológico de São Paulo, o Observatório de São Paulo, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, entre outros atrativos.

A entrada do Jardim Botânico é paga (R$ 3,00), entretanto utilizamos nossa condição de professor e pagamos meia entrada, ou seja, R$ 1,00 (?).


O passeio pelo parque começa pela Alameda Fernando Costa. A passarela segue sobre o Córrego Pirarunguáua que contém algumas ninféias.


Nesta trilha podemos ver a flor preferida da Lu: a helicônia.


 Nas flores ao lado da passagem, vimos uma libélula de cor azulada, destacando-se na foto.


Depois disso, encontramos alguns pequenos lagartos próximos ao Orquidário e aos grandes portões antigos.


Aproveitando para fazer fotossíntese sentamos à beira do Lago das Ninféias, uma planta muito parecida com a vitória régia. Metade do lago estava coberto com uma manta de ninféias, enquanto que na outra parte pudemos ver muitos peixes e patos.

Em meio ao silêncio do parque, uma fila muito animada se formou no Bosque dos Passuarés. As pessoas se sentavam em um lençol e eram arrastadas até a parte de baixo do bosque (mas nada que se compare às crianças descendo o gramado do Congresso Nacional sentados em um papelão).



O próximo atrativo é o Túnel de Bambu, uma trilha toda fechada que vai do Brejo Natural ate o meio da trilha de terra batida. Pela trilha pudemos ouvir o som característico das batidas dos bambus movimentados pelo vento.


No entroncamento da Trilha de Bambu com a de terra batida nos deparamos com uma "pequena" moringa com água fresca para matar a sede.


Seguindo pela esquerda, até o Castelinho e a entrada da Trilha da Nascente do Riacho do Ipiranga, tivemos que tomar cuidado com o caminho, pois na copa das árvores existam alguns macacos despreocupados com os visitantes desatentos, ou seja, olho no chão, olho no macaco.


A Trilha da Nascente do Riacho do Ipiranga é bem tranquila, pois possui uma estrutura de madeira suspensa para a caminhada. Possui 720 m (ida e volta) e, no final, nos permite ver uma das nascentes do Ipiranga.




A trilha faz parte do projeto Trilhas de São Paulo, entretanto, como não foi a primeira vez que a fizemos, nosso passaporte já havia sido carimbado.


Visualizar Trilha da Nascente do Riacho do Ipiranga em um mapa maior


Participaram:
  Timberland: Roberto e Luciana.



Parque Estadual das Fontes do Ipiranga - Jardim Botânico
  • Endereço: Av. Miguel Estéfano, 3031 - São Paulo
  • Nível de dificuldade: Baixo
  • Extensão: 720 m (ida e volta)
  • Perfil altitudinal: 790 m - 805 m
  • Percurso: 40 min
  • Piso da trilha: passarela de madeira fixa, suspensa, com três pontos de observação, projetado para não causar impacto na Mata Atlântica. Adaptada para usuários de cadeira de rodas e pessoas com mobilidade reduzida.
  • Características ambientais: floresta atlântica de planalto.
  • Atrativos da trilha: aspectos histórico-ecológicos, uma das nascentes que formam o Riacho do Ipiranga.





Referência
SÃO PAULO (ESTADO). SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO. Passaporte para as trilhas de São Paulo. Fundação para Conservação e a Produção Florestal. organizadores Anna Carolina Fonseca Lobo de Oliveira, et al. São Paulo: SMA, 2008. 104 p. 1 mapa.

domingo, 1 de agosto de 2010

Trilha do Gasoduto

Esse passeio que era para ser uma simples visita à Vila Inglesa de Paranapiacaba e acabou virando matéria de jornal.

Combinamos com o Rafael e o Sérgio de fazer trilha em Paranapiacaba, entretanto, na noite anterior, comecei a procurar na internet se alguém tinha postado algum mapa ou caminho de outras trilhas da região.

Por sorte encontrei um blog de dois rapazes, com tracklog, que fizeram a Trilha do Gasoduto de bicicleta. Pesquisei um pouco mais e imprimi o mapa, só para garantir.

Na manhã seguinte, passamos na casa do Rafael e nos encontramos com o Sérgio em frente à Churrascaria Estrela dos Pampas. Quando comentei que havia encontrado a trilha, houve empolgação total, afinal é bem mais divertido chegar lá com um pouco de lama. Comentei que sairíamos do Bar da Lu, na Rodovia Caminho do Mar (Estrada Velha de Santos) e o Sérgio já falou com um pessoal que estava indo para lá e nos esperariam.


Eles iriam passar em uma trilha antes de seguir pela Trilha do Gasoduto, mas é claro que a diferença entre os carros não nos permitiu segui-los por uma trilha. Decidimos seguir nosso plano pela Trilha do Gasoduto.

Nossa primeira parada foi no Sangradouro Pequeno Perequê, vertedouro responsável pelo controle do nível da represa Billings. O sangradouro foi aberto em fevereiro, depois de permanecer fechado por 14 anos. Ao redor haviam algumas aves, mas sem movimentação.


Depois disso, a trilha é bem tranquila, até que chegarmos à Ponte dos Sete Tubos. Lá encontramos uma pequena área com uma churrasqueira improvisada nas pedras.



Enquanto isso o pessoal que encontramos no Bar da Lu chegaram. Após conversarmos um pouco, seguimos em comboio. O tempo estava fechando e não sei conseguiríamos conseguir passar o caminho que viria pela frente se chovesse.



A estrada começou a ter alguns buracos um pouco maiores e com bastante lama. Nota mental: "Não fechar os olhos ao passar pelos buracos". Um pouco a frente o pessoal com os jipes mais preparados foram brincar em um atoleiro.

O Sérgio também tentou e a L200 Outdoor HPE, literalmente, abriu o bico.


Graças à tecnologia de ponta do enforca gato, pudemos "resolver" o problema e seguir o caminho.

Mais a frente nos deparamos com uma bifurcação. De um lado uma rampa e do outro uma trilha pela mata. Nós e o rapaz da Ranger subimos a rampa, enquanto a outra parte do grupo decidiu ir pela trilha.

A Ranger foi a primeira a tentar a subida. Foi, foi, foi e voltou. Ela voltou um pouco mais e acelerou para entrar mais rápido na subida e conseguiu. Depois descobrimos que a tração era 4x2.


Fomos os segundos a subir, a Lu engatou a reduzida e a TR subiu sem tomar conhecimento da rampa, nem precisou acelerar para subir embalado. Logo depois veio o Sérgio, também sem problemas.

Logo à frente encontramos a segunda subida, que, embora fosse mais íngreme, não ofereceu nenhum problema.


A partir daí a estrada ficou um pouco mais estreita, com mata mais fechada, e mais esburacada. Logo chegamos até a Rodovia Deputado Antônio Adib Chammas, ao lado do clube dos funcionários da Solvay. A partir daí, foi só seguir até a bifurcação entre as estradas que levam para a Parte Alta e a Parte Baixa da Vila.


Nossa primeira parada na Vila foi no Clube União Lyra Serrano e em seguira fomos almoçar. Infelizmente o Portuga do Flor da Benedetti não estava lá, então almoçamos no Bar da Zilda.

A volta foi tranquila, mas com muita neblina, a final de contas estávamos e Paranapiacaba. 

Visualizar Trilha do Gasoduto em um mapa maior


Um fato interessante foi que, alguns dias depois, foi publicada a edição 74 do Jornal Mais Off Road.Comecei a procurar alguma coisa sobre o passeio de Bocaina, quando, de repente, encontrei uma matéria escrita pelo Edson. A foto foi tirada quando eles nos encontraram na ponte dos Sete Tubos.


Participaram:
  • TR4: Roberto, Luciana e Rafael;
  • L200 Outdoor HPE: Sérgio, Marina e Ângelo.