domingo, 29 de julho de 2012

Trilha do Despraiado


Tudo começou quando o Marcelo me mandou um e-mail com um trecho de uma discussão do grupo do Clube do Tracker. O pessoal estava marcando de fazer a Trilha do Despraiado durante o 2º Peruíbe Jeep Fest 2012, no início de julho.


No dia 23.07 ele me mandou outro e-mail com outra discussão que achou no Fórum do 4x4 Brasil e uma rota no google Maps.


Sábado - 28.07.12

Fui cedo para Peruíbe com os meus pais e os cachorros, enquanto que o Marcelo e a Daniela chegaram lá pelas 16 h.

Assim que eles chegaram, formos dar uma volta. Seguimos até a praia e caminhamos aproximadamente 1,5 km, depois voltamos pela Padre Anchieta. Para a nossa sorte, saímos na rua ao lado da padaria Pão de Maçã e esse era um lugar que eu queria mostrar aos dois.

Depois do café da tarde, voltamos para casa e logo vimos que teríamos que jantar, então resolvemos fazer pizza. Fomos ao Queijo Bom para comprar os ingredientes e a massa. Nossas habilidades são bem desenvolvidas na arte de comer pizza, mas não tínhamos a menor noção da quantidade de cada item que deveria ser comprado.

Fomos muito bem atendidos pelo Moacir, que indicou o que colocar na pizza, bem como as quantidades. Outro ponto que se destaca do lugar é a qualidade dos produtos: ainda me lembro do cheiro do orégano chileno que atravessou o salão.

Depois fomos para casa preparar as pizzas, com o destaque para a técnica da minha mãe em não jogar o orégano por cima, mas deixá-lo cair ao esfregar uma mão com contra a outra.


Domingo - 29.07.12

O dia amanheceu com neblina e até meio gelado. Fomos tomar café da manhã no Pão de Maçã pedimos um pão na chapa para cada um, além de uma cesta de pães e bolos. Enquanto estávamos comendo, o sol começou a sair e quando terminamos e fomos para o carro o tempo estava aberto e até estava esquentado um pouco.

Deixei meu carro com meus pais, que ficaram em casa, e fomos com a Tracker. Seguimos pela estrada da banana até chegar na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. É bem fácil de chegar até o início da trilha, passamos por Itariri e chegamos em Pedro de Toledo, mas nem entramos na parte civilizada da cidade. Passando a entrada principal, logo avistamos uma segunda entrada, mas seguimos na direção oposta, entrando na rua de terra.

Estávamos segundo pela Estrada Municipal Pedro de Toledo (SP-222) e casas que margeavam a estada logo foram ficando para trás. Seguimos até outra concentração de casas até que encontramos uma placa que indicava, à esquerda, a cachoeira do Despraiado.
Passa da vila, seguimos pela estrada rodeada por bananeiras e vimos outra placa indicando o caminho.


A partir desse ponto, tinha banana para dar e vender. Para todo lado que se olhava, só bananeiras cobrindo os morros da região.





Um pouco mais a frente, encontramos um MP Lafer (sendo MP a sigla para Móveis Patenteados !?) parado e um casal nos pediu ajuda. Ainda me pergunto como alguém tem coragem de colocar um carro tão baixo em uma estrada toda esburacada, cheia de subidas e descidas, às vezes, bem íngremes... A figura pitoresca era o Sr. Zezinho das Batidas, candidato a vereador em Pedro de Toledo, e proprietário de um bar no centro da cidade.

Nossa primeira tentativa foi fazer o uso da tração animal, empurrando para ver se o carro pegava no tranco. Tentamos para trás, tentamos para frente e nada. Ele perguntou se tínhamos uma corda e o Marcelo sacou uma cinta apropriada para reboque de uma caixa no porta-malas. A cinta foi presa no eixo do Lafer e o rebocamos até uma parte mais alta da estada.



Soltamos a cinta da Tracker e empurramos o Lafer morro abaixo. Seguimos pela estrada até encontrar o carro parado novamente... O Sr. Zezinho das Batidas pediu que nós o rebocássemos até o seu destino mais a diante: o Bar do Compadre.



O Bar do Compadre fica em uma região mais aberta da estrada, beirando o rio e ao lado da ponte Jacson Peixe Armando.





Deixamos o local e seguimos pela estrada até, logo mais a frente, encontrar um rio onde teríamos que atravessar. O Marcelo desceu e foi molhar as canelas para fazer o reconhecimento do local.




Pela outra margem, vieram dois rapazes de moto. O rapaz da garupa desceu da moto e veio pelo rio indicando o caminho para o companheiro. Depois que os dois atravessaram, indicou-nos como deveríamos seguir.




A partir desse ponto a estrada começou a ficar mais esburacada e com mais lama. Mesmo assim ainda podiam ser vistas ao longo da estrada algumas casas, mas percebi que os veículos nas garagens já eram condizentes com a situação do caminho.



Havia um trator estacionado ao lado da estrada e pudemos perceber que além de úmida, a terra do caminho estava um pouco fofa, pois o trator estava sendo utilizado para "duplicar" a estrada.



A estrada foi piorando até que chegamos em uma curva que era um atoleiro só. O Marcelo parou e saiu do carro sem falar nada... A Daniela e eu ficamos no carro em um profundo silêncio, para não falar em semi-assutados com a repentina saída do Marcelo do carro.


Sem dizer muito, voltou para o carro, engatou a ré e recuou uns 20 ou 30 metros. Quando parou perguntei para ele: 'Você sabe que nessa rua não dá para chegar a 88 mph, certo?'. Era isso ou a gente não passava.

E foi bem, o carro dançou um pouco enquanto passava, mas não tivemos problema.

Após 2h17min e 45 km de trilha, chegamos ao final: na estrada Rodovia Prefeito Casimiro Teixeira, que liga a BR até Cananéia.



Ao lado da saída da trilha havia uma área ao lado do acostamento e paramos para jogar água na lanterna e placa. Havia um pouco de barro pelo carro, mas não muito, como podemos ver pela situação da porta.



Depois disso, tomamos rumo de volta para Peruíbe, mas não antes de tirar a foto entitulada "Criança Feliz".



Nosso retorno foi pela Rodovia Prefeito Casimiro Teixeira (SP-222 !?), pegando um trecho da BR-116 (passando por Miracatú) e voltando plea Rodovia Padre Manoel da Nóbrega.

Almoçamos no Restaurante Turístico e como sobremesa tivemos que fazer outra parada no Pão de Maçã antes de subir a serra.

Visualizar Trilha do Despraiado em um mapa maior



Participaram:
  • Tracker: Marcelo, Daniela e Roberto.



quinta-feira, 23 de junho de 2011

Paranapiacaba - Magic City

Este post relata mais um daqueles dias que você acorda achando que vai ser um dia normal como qualquer outro, mas ...

Aproveitando o feriado, acordei lá pelas 11h e o dia estava claro e bonito. Então a Lu sugeriu um passeio na vila de Paranapiacaba. Considerando o fato que queria aproveitar o passeio verifiquei que o Festival de Inverno ainda não tinha começado, então topei.

Embora não seja o caminho mais curto, fomos pelo Rodoanel até a Anchieta com a intenção de almoçar no Praiano da Estrada Velha. Obviamente o lugar estava tão cheio de gente para fora que nem paramos para ver o lado de dentro. Nossa próxima tentativa foi o Praiano da Índio Tibiriçá.

Pelo menos esse não tinha clientes sobrando para o lado de fora.... e que diferença faz: tempo de espera de uma hora. Um olhou para a cara do outro e dissemos: "Bar da Zilda?" 

Seguimos nosso caminho ainda com o dia claro, mas, assim que chegamos na saída da Trilha do Gasoduto, próximo à Solvey, uma densa neblina subiu e deixou tudo branco. Nem deu para ver a placa da entrada para a Parte Baixa, virei por instinto.

Na vila existiam algumas barracas na rua para as noites de festa junina. Estava um pouco cheio de gente, mas transitável. É claro que uma olhada no 354 da Rua Direita para ver se a Quinta do Portuga já estava funcionando seria algo, no mínimo, obrigatório. Estamos aguardando.

No Bar da Zilda o garçom sugeriu matambre (e aqui começou outra saga, mas conto outro dia) assado no fogão a lenha, arroz, farofa, vinagrete e purê. É claro que a Lu pediu suco de cambuci.

E a neblina continuava densa...

Depois do almoço fomos até o Espaço Gastronômico para apriveirtar a sobremesa. Pedimos uma fatia de bolo de coco e uma de brigadeiro. Estávamos sentados em um dos bancos ao redor do Antigo Mercado, quando a Lu me perguntou se eu me lembrava do caminho entre Paranapiacaba e o Magic City.

Olhei no GPS e ele estava lá. Então, vamos...





No caminho para Taquarussu a neblina começou a diminuir um pouco. Encontramos muitas pessoas fazendo caminhada, voltando de Taquarussu.


Em Taqurussu haviam algumas pessoas fazendo um convescote na beira do lago e próximo às casas, havia uma moça com roupa de época se sentando no gramado. A Lu me perguntou se eu também estava vendo, vi mas não quis tirar foto, vai que não aparece...

Depois disso, seguimos até uma bifurcação. Seguimos pela direita, embora depois, eu descobri que também daria para ter ido reto. Entretanto, encontramos dois rapazes meio desesperados fazendo sinal para pararmos.

Vitor perguntou se nós tínhamos visto um trator para poder retirar a caminhonete da vala que tinha caído. Disse que o pai dele ficou tentando tirar, mas não conseguiu. A caminhonete estava próxima ao Camping Simplão de Tudo.

Perguntamos se eles tinham a cinta para o reboque e eles disseram que sim. Embora receosos, decidimos ajudar. Eles entraram no carro e Vitor me perguntou se eu era da Mauá pelo crachá do veículo. Disse que morava próximo.

Um pouco mais a frente, encontramos uma L200 prata vindo em uma bifurcação. Contamos o problema e eles vieram conosco.

Quase chegando ao camping, vimos a caminhonete vindo. O pai de Vitor conseguiu tirar a caminhonete e nos disse: "Cavei que nem um tatu". Nos despedimos e voltamos para o nosso caminho.




Após passarmos pela bifurcação que encontramos Vitor e seu amigo, seguimos o caminho do GPS até o Magic City. Entretanto, uma curva indicada por ele realmente não daria para ser feita. A estrada era muito ruim e o facão muito alto. Quando havia estudado o caminho para colocá-lo no GPS, vi que a estrada que estávamos também nos levaria até o Magic City. Do lado direito podemos avistar a Estação de Furnas Tijuco Preto.

Logo em seguida encontramos a tubulação da adutora do Sistema Rio Claro, que trás água de Salesópolis até a nossa região.



Chegamos ao Magic City às 17h15 e já estava fechado. A Lu pediu para conhecer a pousada, mas o segurança disse que não tinha ninguém na recepção. Pelo menos nos deixou usar o banheiro, que por sua vez contempla a solução para um dos maiores problemas da Física: dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo.

Sem comentários...

Voltamos pela estrada asfaltada em virtude da hora, embora eu ainda queira testar se a continuação do caminho nos permite voltar para a entrada da Parte Baixa de Paranapiacaba, na estação Campo Grande.

O jantar ficou por conta do Rancho Trevo da Pamonha: bolinho de queijo, espeto de frango, bolo cremoso de milho e café.


Como dito, um dia que tinha tudo para ser normal, se não fossem os 130 km percorridos.


Visualizar Taquarussu - Magic City em um mapa maior








Participaram:
  • TR4: Roberto e Luciana.


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Trilha da Cachoeira


Qual é a melhor maneira de aproveitar um fim de semana após organizar seis provas de Trekking de Regularidade? Fazendo uma nova trilha passaporte do Projeto Trilhas de São Paulo.

Partimos em direção à Doçaria Padoveze que oferece café da manhã cobrado por pessoa. Como tinha lido que não havia venda de bebida no parque, compramos um estoque de água e seguimos nosso caminho.

Seguimos bem até o km 84 da rodovia Fernão Dias, quando o trânsito simplesmente parou. Estava muito calor e conseguimos alcançar a primeira saída da rodovia de 20 minutos depois. Felizmente a saída do km 79 era justamente a que nos levaria até a entrada do Núcleo Engordador do Parque Estadual da Cantareira. Este núcleo recebeu este nome, pois existia uma fazenda de engordava de gado no século XVII.

Quando chegamos, um dos funcionários nos disse que o estacionamento do parque estava lotado e pediu para que parássemos do lado de fora, junto com muitos outros carros que também estavam lá. Enquanto nos preparávamos passando de protetor solar (extremamente necessário pelo sol que estava) o funcionário recebeu informação do Mike que um carro estava saindo do estacionamento e ele nos avisou sobre a vaga.

A entrada do parque custa R$ 5,00 por pessoa, mais R$ 5,00 por veículo. Após estacionarmos, seguimos para o Centro de Visitantes e, depois para o início da Trilha da Cachoeira.


A trilha se inicia passando ao lado da Casa da Bomba, do playground e de uma área para picnik. Nesta área haviam muitas famílias aproveitam do o sol o lanche que trouxeram.


Nesta área também existe um pequeno canal com água que desce da represa. Além disso, existem algumas duchas para as crianças se refrescarem.

Depois disso, seguimos a trilha por uma pequena subida que leva até alguns quiosques e para o caminho principal da trilha. A trilha é de terra batida e bem tranquila por uma boa parte do percurso.

Embora o percurso não seja muito longo, o calor estava muito forte, mas a copa das árvores garantia uma boa sombra.

A primeira cachoeira que encontramos é a Cachoeira do Tombo, descendo um pouco pelo lado direito da trilha.  


Seguindo pela trilha, encontramos a segunda cachoeira praticamente na metade do caminho. A Cachoeira do Engordador é formada por uma queda que chega ao Riacho Engordador, entretanto, há uma tubulação de água que desce paralelo a trilha que deixa a paisagem meio estranha...


Ao lado da tubulação, existe uma passarela sobre o Riacho Engordador. A passarela leva até o trecho mais íngreme da trilha, onde existem alguns degraus ao lado da tubulação que passa pela Cachoeira do Engordador.


Após a subida encontramos um pequeno reservatório e neste ponto, a trilha começa a retornar para a entrada.


De volta à sombra das árvores encontramos uma grandiosa figueira.



Ao lado, encontramos outro braço do rio mais baixo formando um pequeno cânion pela erosão. Passamos por ele utilizando uma pequena passarela.


Finalmente chegamos na terceira cachoeira, que me pareceu a mais interessante das três. Procurei a placa no local (e na internet), mas não descobri o nome dela. O principal diferencial em relação as outras duas é o volume das águas que desce das pedras, embora o acesso ao lago seja mais difícil.



Quando estávamos quase chegando ao ponto onde o laço termina, vimos uma pequena cobra marrom cruzando a trilha, mas logo segui morro abaixo.
Por fim, retornamos até o início da trilha onde pudemos ver a represa por cima de uma barragem.



O passeio terminou na Casa da Bomba, construída em 1894 e que possuía equipamentos para fazer o bombeamento da água para a Av. Paulista. Em 1949, houve uma explosão na caldeira que interrompeu o funcionamento do sistema. 


Como a trilha faz parte do Projeto Trilhas de São Paulo, recebemos mais um carimbo no passaporte.
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Para repor as energias, fomos conhecer o Frangó. O almoço foi um galeto com polenta e farofa. É claro que o principal destaque da casa não poderia deixar de ser pedido: a coxinha.


Participaram:
  Timberland: Roberto e Luciana.



Parque Estadual da Cantareira - Núcleo Engordador
  • Endereço: Av. Cel. Sezefredo Fagundes, 19100 - São Paulo
  • Nível de dificuldade: Médio
  • Extensão: 3 km
  • Perfil altitudinal: 844 m - 895 m
  • Percurso: 1h e 30 min
  • Piso da trilha: terra e cascalho.
  • Características ambientais: floresta atlântica de planalto.
  • Atrativos da trilha: viveiro, represa, diversas quedas d'água. Cachoeira do Engordador, antigo posto de captação da Sabesp, Riacho engordador.




Referência
SÃO PAULO (ESTADO). SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO. Passaporte para as trilhas de São Paulo. Fundação para Conservação e a Produção Florestal. organizadores Anna Carolina Fonseca Lobo de Oliveira, et al. São Paulo: SMA, 2008. 104 p. 1 mapa.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Trekking de Regularidade 2011


Desde 2009, o Trekking de Regularidade tornou-se uma das atividades do Projeto Primeira Semana, aplicado na semana de recepção aos calouros. Esta terceira edição foi marcada pela inclusão dos calouros de Administração, Cursos Superiores de Tecnologia e Design do Produto à caminhada que antes somente era realizada pelos alunos da Engenharia.


O preparo do material
Como já sabíamos dos anos anteriores, de Primeira Semana, o projeto só tem o nome. Nosso trabalho começa bem antes... Em janeiro comecei a arrumar algumas coisas que apontamos em 2010, mas os dados sobre a quantidade de grupos e alunos só nos foram anunciados pelo Hector na "Semana Zero". E, de fato, esses dados foram significativamente diferentes dos anos anteriores, pois, além da participação dos demais cursos, os alunos repetentes poderiam optar por não fazer a atividade, reaproveitando a nota do ano anterior. Graças ao trabalho que tive em janeiro, a planilha me permitiu imprimir a quantidade correta de material, que não é pouco.


A primeira atividade visivelmente concreta aos olhos leigos foi realizada com auxílio do "Seu" Ademir e do Maurício, do setor gráfico, que quero desde já agradecer, pois a atividade possui os mais diversos tipos de materiais, alguns tendo um "terceiro grampo" feito à mão e outros sendo cortados em duas ou três partes.


Com o material que seria entregue aos alunos prontos, fui cuidar dos arquivos que seriam utilizados pelos professores, que precisavam ser atualizados em função da quantidade e distribuição de equipes que largariam em paralelo em cada um dos dias.



O treinamento dos professores

Neste ano decidimos por apenas apresentar as diferenças aos professores que iriam aplicar a atividade, pois todos eles já tinham familiaridade por ter aplicado nos últimos anos.


Como faz parte da tradição, convém sempre lembrar os problemas que ocorrem quando a equipe não confia no trabalho dos demais, ou quando o relógio não marca os segundos....


Os professores que estiveram à frente da condução da atividade foram Alexandre (que nos ajudou mesmo não tendo sido convocado), Denise, Eduardo, Gilberto, Guilherme, Gustavo, Igor, Luciane, Marim, Octávio, Ricardo, Rodrigo, Sueli e Thiago. Como curinga, tínhamos o Jorge que também entrou em algumas salas para ajudar o pessoal que estava sozinho.


O desenrolar da atividade


Tivemos alguns ineditismos em 2011:
  • foi o primeiro ano que todas as equipes do diurno saíram do molho, ou seja, conseguiram largar, pois não estava chovendo;
  • também foi a primeira vez que todas as equipes conseguiram largar;
  • e a primeira vez que tivemos que parar uma das provas no meio, por causa da chuva. 


Sabemos que o primeiro dia é, naturalmente, mais complicado, pois os alunos estão mais perdidos, a lista de presença deve ser gerada em tempo de execução e o timming (ou melhor, a regularidade) dos professores ainda não está afiado, por esses (e outros) motivos, a quarta-feira (16.03.11) de manhã nos rendeu algumas boas risadas e, principalmente, fotos.

Como diria o GPS: "Recalculando"
  





Neste dia choveu a tarde toda... Choveu? Não. O céu caiu, despencou e se esborrachou sobre o ABC, gerando algumas dúvidas nos calouros do noturno se, não apenas o Trekking, mas todas as atividades da noite seriam canceladas (culpa do Comandante Hamilton que fica mostrando tudo alagado).



Essa noite realmente foi diferente de todas as outras: tempo simplesmente limpou e até o sol apareceu (e como disse, já era noite). A atividade iniciou normalmente e passamos um tempo avaliando se poderíamos autorizar a largada, uma vez que o chão estava um pouco molhado e escorregadio em alguns trechos (literalmente).


Já eram 20h30 e a largada da primeira equipe seria em 10 minutos, tudo parecia tranquilo. As equipes largaram e fomos para nossos postos tradicionais. Minha ronda segue a última equipe azul, que vai em direção ao Bloco A. Chegando lá, começou a garoar.


A chuva apertou. Alguns câmbios na canaleta p. Então foi decidido que os alunos deveriam retornar para suas respectivas salas. Daniela ainda me perguntou se alguém estava reclamando da chuva e eu respondi que estavam reclamando que queriam continuar. Algumas equipes continuaram, mesmo com o aviso, mas logo passariam por outros de nós que estávamos insistindo para que retornassem.


Tivemos que fazer o fechamento da atividade utilizando o plano B: a apresentação do Campus pelas fotos em um PPT.


Não vou dizer que fechamos a faculdade, pois o Mike teve que abrir o portão para podermos sair, mas não antes do Jorge e eu fazermos uma pequena ronda na área externa para ver o estrago e, para nossa surpresa, a tormenta não descolou nenhum PC.




Os demais dias foram bem mais tranquilos em termos de surpresas. É claro que toda a correria de cópia de arquivos, o ritual do TÛK-TÛK NO XLS DO PPT, recolhimento das atividades entregues e preparo dos kits nas pranchetas foi a constante da semana, mas isso já era esperado, principalmente o jantar de sorvete, que é a nossa tradição.





Além disso, contamos sempre com o apoio do pessoal do CEAF que ficam em dois pontos que o pessoal se perde muito. O Waldomiro ficou entre a livraria e o CA e a Jane próximo ao bloco R, onde existem algumas trilhas meio escondidas.




Por fim, pelo menos eu achava que seria, aproveitei o sábado de manhã, antes da aula da Pós, para retirar as últimas placas de PCs e PIs que não havíamos retirado na sexta à noite.



A premiação

Desde 2010, decidimos que os integrantes das equipes que ficassem em primeiro lugar em cada grupo receberiam um prêmio. Pensamos em brindes simples, de canetas a bússolas. Conversando com o Waldomiro, tivemos a ideia de encomendar medalhas.


O Marcelo fez alguns testes e a versão final não poderia deixar de ser diferente... tem como imagem de fundo o eslaide mestre das apresentações em PowerPoint que utilizamos nas aulas.



A seguir, algumas fotos das premiações (o mais interessante é que quem faz pose são os professores).















A contabilidade


No geral, a edição de 2011 do Trekking de Regularidade surpreendeu. Participaram 633 alunos do diurno (162 equipes) e 408 do noturno (102 equipes). Ou seja, esses 1041 alunos formaram 264 equipes, que largaram em 6 momntos diferentes (3 no diurno e 3 no noturno), sendo que uma delas teve que ser abortada por causa da chuva.

Além desses números, destaca-se uma dor que ganhei na quinta-feira, após toda a correria do preparo e as rondas durante a prova. O polegar do meu pé direito permaneceu adormecido por dois meses após o evento... e, às vezes, ainda dá sinal de inexistência....

Foi corrido? Foi. Foi cansativo? Muito!!! Na minha opinião é a semana mais cansativa do ano todo. Mas foi divertido, vale a pena todo o trabalho de organização de uma prova desse tamanho, além de interagir com o pessoal totalmente perdido e, em alguns casos, ver uma equipe correndo em disparada, sem rumo, ou passando por pontos onde não existe rota (e ainda discutem que querem passar pelo caminho).

Aguardando o Trekking de Regularidade 2012 (e a semana oficial de jantar sorvete).


A equipe Johnnie´s Walkers, que participa da organização deste projeto, também fez o seu relato.